domingo, 23 de setembro de 2012

Capítulo 10


[A música do capítulo é "Para Tu Amor - Juanes". Deem play quando começarem a ler!]

A noite em Londres estava linda, e então Bia e Nathan aproveitaram para ir a pé. Opub que iriam não era muito longe dali, duas ou três esquinas depois do hotel. Lá era um lugar calmo e escondido, ficava no fim de uma rua sem saída calçada de pedras e o prédio em que ficava definitivamente precisava de uma boa pintura, pois o mofo e a umidade já haviam acabado com a fachada. Havia mesinhas redondas e cadeiras de madeira do lado de fora, e do lado de dentro, havia um palco com um artista local tocando violão, as pessoas riam e se divertiam bebendo seus whiskys naquela noite fria. Resolveram ficar em uma mesa do lado de dentro, lá era quente por causa do aquecedor, e era aconchegante ao mesmo tempo. A luz era fraca e a parede era recoberta por um papel de parede vermelho com desenhos que lembravam azulejos de banheiro.
– Já sabe o que vai pedir pra beber, Bia?
– Acho que sim. Uma vodka talvez.
– Ok então. – fez um sinal para o garçom e ele veio. – Olá James! O de sempre pra mim e uma dose de vodka pra minha amiga. – James era um cara velho, mas, particularmente, tinha um rosto muito simpático.
– Claro, claro. Só um minuto. – e voltou para o bar aonde começou a preparar as bebidas.
– Bia, posso confessar uma coisa pra você? – perguntou Nathan e ele parecia com vergonha.
– Ta... Fala.
– Pensei que você não ia aceitar sair dessa vez... Só comigo, para um pub em um lugar escondido da cidade...
– Mas eu pensei em não aceitar, mas eu mudei de idéia
– Caramba, sou tão ruim assim? – ele deu uma risada e bateu com uma das mãos na mesa. – Isso não é justo! E eu achava você linda.
– O que tem haver ser justo e eu ser linda?
– Tudo tem haver.
– Não tem não! – ela ria.
– Ok, não tem, você venceu.
– Sempre!
– Convencida.
– Não! – e fez carinha de triste.
– Eu estou brincando, você sabe não é? – ele colocou uma das mãos em cima da dela.
– Eu sei quando você brinca, Nathan, mas no dia que você não estiver, me avisa.
– Acho que não vai ser preciso nunca falar tão sério com você.
– Eu espero que não seja, não ia ser legal. – as bebidas chegaram, e Nathan começou a falar sobre a sua vida depois que entrou no The Wanted. Bia falava sobre sua vida na Espanha e sobre sua sorte de ter vindo para Londres.
– Eu acho que foi uma coisa legal você ter vindo...
– Também acho, porque eu realmente não sabia o que ia fazer depois que terminasse o ensino médio.
– Quando você acabar o estágio, você vai voltar pra casa?
– Não sei... Acho que aqui em Londres pode ter se tornado a minha casa. Acho que encontrei meu caminho por aqui, está na hora de estabilizar! – ela riu.
– E eu adoraria ter você por perto. Verdade.
– Também adoraria. Você – tomou um gole de Vodka que acabou esvaziando o copo – é um cara legal.
– Ganhei a noite com essa.
– Ganhou é?
– É. Você é bem difícil de agradar, moça.
– Tenho gostos refinados.
– Não faço parte dos seus gostos? – ele deu um sorriso de lado, meio malicioso devo confessar.
– Depende... – ela fez sinal para James trazer outra dose de Vodka. – Se você for um bom rapaz...
– Posso começar a ser um bom rapaz e te chamar pra dançar?
– Mas eu não sei dançar.
– Como um bom rapaz, eu te ensino... – ela a puxou pela mão e ela logo se levantou e a guiou para um espaço onde as pessoas estavam dançando. Lá tinha um piso quadriculado branco com preto e a luz estava mais baixa. Havia um artista local sentado em um banquinho fazendo um cover de uma música em espanhol.. Nathan pegou na cintura de Bianca, eles não estavam muito próximos e ela tentava acompanhá-lo. Algumas tentativas em vão, claro.
– Nathan, entenda, eu não sei dançar.
– Talvez se a gente – ele a puxou mais para perto. – chegasse mais ... – a puxou novamente, de modo que ficaram tão próximos um do outro, que podiam sentir a respiração batendo em seus rostos. – perto...
– Talvez a gente esteja perto demais. – ela tentou se afastar um pouco, mas ele segurava sua cintura com força, de modo que voltava sempre ao mesmo lugar aos seus braços em cada tentativa de sair.
– Bia, Bia, nós não estamos tão perto como eu gostaria de estar. Você sabe disso. – ele deu um sorriso malicioso novamente. Cheirou o seu pescoço e falou aos sussurros em seu ouvido:
– Me dê uma... – ele beijou o seu pescoço e voltou a falar – chance...
– Nath... – ela aproximou seu rosto ao dele. Seus lábios estavam tão próximos que para acontecer um beijo faltava pouco, muito pouco. – Você sabe – ela encostava seus lábios nos dele por um segundo e voltava a falar – que não está no momento – encostou novamente fazendo que ele passasse as mãos por seus cabelos grandes e ondulados – de fazermos isso – tocou seus lábios novamente, e ele acabou afrouxando o aperto em sua cintura, fazendo com que ela fosse de volta à mesa, deixando Nathan parado no lugar em que estava.
Nathan’s POV
Nós estávamos tão próximos que dessa vez eu realmente pensei que fosse acontecer alguma coisa... Não sei o que ela garota tem, mas a cada vez que ela tocava meus lábios, era como uma corrente elétrica passasse por todo o meu corpo. Ela saiu, e me deixou ali parado, sem ação na pista de dança, enquanto eu escutava aquela música em espanhol e ela era minha espanhola agora, mesmo que ela não soubesse disso.
Bianca. Ela só podia estar brincando comigo. A cada fora que eu levava, eu só a queria mais e mais.
Andei em direção na mesa e ela estava sentada lá com aquele sorriso inocente no rosto, bebendo mais uma dose da Vodka.
– Pensei que não iria mais voltar. – ela disse.
– Você acha mesmo que eu ia te deixar aqui?
– Ué, nunca se sabe quando você vai achar uma inglesinha fácil e ir embora.
– Prefiro muito mais uma espanhola difícil. – ela sorriu pra mim com surpresa, acho que ela não esperava ouvir isso.
Continuamos ali na mesa por um bom tempo, ainda estava cedo e não iríamos embora agora, ainda ia tentar alguma coisa com ela, ou facilitar as coisas pra mim. Só tinha que fazê-la parar de beber tantas doses de Vodka.
[Parar música!]
Nathan’s POV off
É claro que Bianca e Nathan não eram os únicos aproveitando a noite. No jardim do hotel, próximo a piscina, estavam Lilyan, Siva, Tom, Kelsey, Jay, Annie, Max e Michelle. Tinham feito um piquenique na grama, eles riam, conversavam e Tom tocava violão. Estavam todos agasalhados com casacos grandes e grossos. Kelsey estava deitada em sua perna, Jay e Annie estavam abraçados cobertos por um edredom, assim como Max e Michelle estavam. Lily estava deitada na grama com Siva. Haviam se aproximado mais ainda naquela noite, e a cada vez mais as pessoas percebiam que ele a fazia feliz, apesar do pouco tempo. Ela também havia se aproximado de Max, e se tornaram até que bons amigos. Ele viera falar com ela para não ligar para os ciúmes bestas da Kelsey e que ela ficava sempre assim quando ela e Tom estavam em crise.
– Vocês não acham que seria legal um banho de piscina a essa hora? – perguntou Jay.
– Jay, ta muito fria a água! – disse Michelle.
– Eu te esquento depois. –respondeu Max. – Porque eu acho a idéia ótima.
– Você quer ir Lily? – perguntou Siva.
– Porque não? – ela riu. – Todos eles tiraram o casaco e os meninos tiraram a blusa e correram para a água. Tom ficou olhando de longe, mas Kelsey estava na água junto com os outros. Resolveram ficar brincando de briga de galo, e pareciam um monte de criancinhas brincando na água, mas evidentemente, estavam se divertindo.
Annie estava tremendo muito por causa da temperatura da água, e eles decidiram se enxugar e sair de lá. Max e Michelle saíram mas ficaram na grama conversando depois. Lily e Siva continuaram na piscina.
– Nunca pensei que estaria numa hora dessas, com um frio desses, numa piscina. E com você. – dizia Lily.
– Eu nunca pensei que pudesse estar tão feliz no frio. Acho que é você que me faz ficar assim.
– Você devia parar de falar de falar essas coisas pra mim, sabia? Eu fico sem graça!
– Então aí é que eu vou falar mesmo! Nossa, seu ponto fraco, eu já sei. – ele sorriu e a beijou.
Tom’s POV
Eu não quis ir pra piscina com o pessoal. A água estava fria, e eu não estava me sentindo bem. Kelsey por algum motivo, não estava me fazendo bem. Estava aguentando até onde dava. Fiquei sentado vendo os outros se divertirem, eles estavam felizes com as meninas e eu me perguntava se em algum momento eu tinha ficado feliz assim com ela, se ela realmente me fazia feliz, mas apesar disso, eu a via feliz, ela não estava precisando de mim naquele momento e acho que precisava daqueles minutos pra pensar um pouco, sabe?
Eu via como Michelle fazia Max feliz. Eles não desgrudavam um do outro, faziam tudo juntos, e eu raramente os via brigando, se é que um dia eu os vi fazendo isso. Via também Jay e Annie, que se conheceram pelo acaso, num ato do dia-a-dia e eu nunca vi alguém o fazer tão bem, só sua mãe o fazia bem daquele jeito!
Por último, via Lily e Siva. Ela teve sorte, com certeza. Estava no lugar certo, na hora certa. Uma fã, quem diria. Ele estava precisando dela, o fim do namoro dele com Nareesha tinha sido um pouco... Desastroso. Ele estava bem.
Sentia-me estranho ao pensar na felicidade dos outros, queria que a minha felicidade fosse daquele jeito, queria me sentir bem também. Foi aí que eu comecei a perceber como eu gostaria de ter alguém como a Lilyan... Ou como eu gostaria de tê-la.

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